Educação Infantil

Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças: como prevenir

ResumoAfogamentos estão entre as principais causas de mortes de crianças no Brasil e no mundo, com 16 crianças de 0 a 9 anos morrendo afogadas por dia, segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático. Prevenção exige supervisão constante de adultos, barreiras em piscinas e ensino de natação desde cedo.

Afogamentos estão entre as principais causas de mortes de crianças no Brasil e no mundo. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático mostram que 16 crianças de 0 a 9 anos morrem afogadas por dia. Entenda os riscos e como agir.

Beatriz Coelho
por Beatriz CoelhoEditora de alfabetização e letramento · 12 de julho de 2026
2 min de leitura
Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças: como prevenir

Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças: o que a evidência mostra

Afogamentos estão entre as principais causas de mortes de crianças no Brasil, especialmente na faixa de 1 a 14 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SBRA) indicam que 16 crianças de 0 a 9 anos morrem afogadas por dia no país. A maioria dos casos ocorre em piscinas e tanques domésticos, durante breves lapsos de supervisão. Não se trata de fatalidade inevitável: a prevenção funciona quando baseada em evidências.

Por que afogamentos matam tantas crianças?

Crianças pequenas têm curiosidade natural e pouco medo da água. O afogamento é silencioso e rápido: em menos de 30 segundos uma criança pode submergir sem fazer barulho. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o afogamento é a terceira principal causa de morte por lesão não intencional em crianças globalmente. No Brasil, a SBRA aponta que 60% dos afogamentos infantis acontecem em piscinas domésticas, e 30% em tanques, baldes e banheiras.

O que a pesquisa mostra sobre prevenção

A prevenção eficaz combina barreiras físicas, supervisão ativa e educação. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que cercas de isolamento ao redor de piscinas reduzem em 50% o risco de afogamento infantil. A SBRA recomenda que crianças a partir de 4 anos aprendam natação básica, mas alerta que isso não substitui supervisão.

Supervisão atenta: o que significa na prática

Supervisão ativa não é estar por perto, é manter contato visual constante. A SBRA orienta que um adulto designado, sem celular, sem conversas paralelas, observe a criança na água o tempo todo. Em casa, manter baldes e tanques vazios e com tampa reduz riscos.

Como agir em caso de emergência

Se uma criança for encontrada submersa, a SBRA recomenda retirá-la imediatamente da água, verificar respiração e iniciar reanimação cardiopulmonar (RCP) se necessário. Chamar o SAMU (192) é urgente. Cursos de primeiros socorros para pais e cuidadores são recomendados.

O que escolas e creches podem fazer

Escolas com piscinas devem ter grades de proteção com altura mínima de 1,20 m, portões com trava e alarme. A SBRA sugere que o tema seja incluído no currículo de educação física, com aulas de segurança aquática.

Perguntas Frequentes

Afogamentos estão entre as principais causas de mortes de crianças em qual faixa etária?

De 1 a 14 anos, sendo a segunda principal causa de morte por acidente nessa faixa.

Quantas crianças morrem afogadas por dia no Brasil?

Segundo a SBRA, 16 crianças de 0 a 9 anos morrem afogadas diariamente.

Onde a maioria dos afogamentos infantis ocorre?

Em piscinas domésticas (60%) e tanques, baldes e banheiras (30%).

Criança que sabe nadar está segura?

Não. A natação reduz risco, mas não elimina a necessidade de supervisão constante.

Como prevenir afogamento em casa?

Manter baldes e tanques vazios, com tampa; instalar cercas ao redor de piscinas; nunca deixar criança sozinha perto de água.

Beatriz Coelho

Beatriz Coelho

Editora de alfabetização e letramento

Especialista em ensinar a ler e escrever. Acompanha o debate de métodos sem dogma e olha pra criança real aprendendo.

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